27 de janeiro de 2011

Ida ao Fim


Em partes me desfaço
Como raios aparecem e somem
Me transito em detalhes
E trago essa dor da ignorância

Fujo dessa perdição de nada
Canto alto para ninguém
Respiro esse eco de medo
Me torno o desespero da perda

O nada sou em tudo
Gritos dou para desfiladeiros
Sem sentidos linhas saem num papel
E tons destorcido ao ouvido escuto

Em instantes surge uma canção
E ventos cortam meu corpo
Suspiros de dor surgem de lugares
E a confusão toma a mente

Sem mais me entrego
Ao epitáfio imperfeito
Descrevo o que não há mais vida
Sem destinos traço linhas

E a tristeza em instantes torna-se distante
Graves sons tonteiam imagens a frente
Agudas voz traçam cortes ao meus olhos
Portas fecham perdendo caminhos

Precipícios surgem ao redor
Ódios correm no corpo
Medos corroem a cor
E a força me toma a alma

O som de um violino forte ruge aos ouvidos
Dizem dores, amores, medos, fraquezas e gritos
E confusão afinam e traz depressão e o pânico
Simples finos sons entranham a mente

Pecaminosos cheiros lembram prazeres perdidos
E em migalhas me deixo
Gritos me levantam a linha da partitura
Tortas e perfeitas em trilhas caminho

Chegarei ao destino incerto e sofrido
Mas sem dores, sem pânicos, sem medos e em lagrimas
Com força e desejos escalo esse espinho
Cortes no caminho surgem e em delírios fico

Suspirando o ar pesado e sangrento
Pássaros me guiam em direção ao alívio
E cantos adormecem minha alma
Uma queda surge me levando ao final do caminho

Ao chegar me despedaço e fico em alma
Me entrego ao fim sem ademais
Os olhos fecham e o corpo dorme
E então o Fim.


Emanuel Vargas

24 de janeiro de 2011

Gritos no Silêncio


Um grito surge no além
Em desespero uma sombra foge
Sem vestígios sangue escorre
E uma visão vermelha toma a mente

Adormece a corpo sem força
Imagens distorcidas surgem
Luzes brilham distantes
E então uma escuridão

Gritos distantes de medo
Um aperto no peito
Uma fisgada no braço
E então o silêncio

E a Paz, nada mais
Ao longe um brilho
Uma luz fosca
E gritos novamente

A escuridão atona
Desesperos e dores
Tomado por medo
E sem força

Cortes do corpo
Frios intensos
Pulsos fracos
E enfim uma visão vermelha


Desesperos
Sem força
Em silencio
Um grito

Um grito do dor
de medo
de fraqueza
de liberdade

Silencio novamente
O corpo adormece
E a escuridão surge
A morte.




Emanuel Vargas

11 de dezembro de 2008

Morte



Sangue escorre em meu pulso
Luzes piscam no céu
Um precipício me chama
E Uma 38 surge no caminho

Um tiro na mente
Uma pedra no pé
Um calo na mão
E uma ilusão da morte

Uma poça de sangue
Um corte no peito
Um dedo perdido
E um furo no olho

Cruzes no chão
Ossos fora do caixão
Granadas voando
E um coração frito

Mortos em um rio de sangue
Da lareira uma fumaça vermelha
Uma canja de língua
Um tempero sanguinário

Um furo na mente
Uma visão vermelha
E uma escuridão
Morte. 




Emanuel Vargas 

17 de dezembro de 2007

Olhares


Olhares claros como a luz do sol
Olhares escuros como o poço da solidão
Olhares sedutores como de uma deusa
Olhares carinhosos como o de um bebe
Olhares triste como de uma alma
Olhares atentos como o de um guerreiro
Olhares curiosos como o de um aprendiz
Olhares amados como o de um apaixonado
Olhares melancolicos como o de um sentimentalista
Olhares caidos como o de um morinbundo
Olhares duvidosos como o de um desconfiado
Olhares inocentes como o de um criança
Olhares . . .

Emanuel  Vargas

20 de novembro de 2007

Lhe encontrarei


Lhe encontrarei
Na montanha mais alta
Na praia mais solitária
Na ilha mais perdida
Na caverna mais sombria
Lhe encontrarei, seja você quem for
Lhe encontrarei

Na noite mais deserta
No dia mais claro
No mar mais valente
No vento mais furioso
Lhe encontrarei, seja como for
Lhe encontrarei

Diante do animal mais furioso
Diante do ódio mais absurdo
Diante da magoa mais dolorosa
Diante da angustia torturante
Lhe encontrarei, como estiver
Lhe encontrarei

De frente para a fúria de meus pensamentos
De frente para as dores de estar vivo
De frente para a vida
De frente para a morte
Lhe encontrarei, seja você o que for
Não importa, lhe encontrarei


Emanuel Vargas

20 de junho de 2007

Beijo

doce de mel
delirante de seus labios
que me leva as alturas
que me deixa cada vez mais na vontade
proibido de todas as formas possíveis
fortemente desejado
lento e profundo
misterioso
teus labios é o que me faz querer te mais
Beijo ...



Emanuel Vargas

19 de junho de 2007

Dores

Dores de saber que não me queres mais
Dores de saber que me ignoras
Dores de saber que nunca me amou
Dores de feridas passadas
Dores de guerras sofridas
Dores de corações partidos
Dores de beijos negados
Dores de olhares odiosos
Dores , apenas dores, e mais nada.



Emanuel

17 de junho de 2007

Poemas mudos

Poemas sobre minha vida

Poemas fortes de dor

Poemas de amor e paixão

Poemas de ilusão

Poemas e decretos de sentimentos

Poemas de depressão

Poemas sem sentidos

Poemas sem nada

Apenas poemas,

Poemas mudos ...





Emanuel Vargas

11 de maio de 2007

Você

Teus olhos brilhantes,
Teus labios ardentes,
Tua pele delicada,
Tua alma que me atrai,
Tua voz suave,
Teu corpo quente,
Tua caricia leve,
Tuas mãos preciosas,
Teu amor em delírios,
Teu amado,
Eu.



Emanuel Vargas